Reunião Colegiado Setorial de Teatro de Campo Grande, organização das ações da classe.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Carta Pública - Colegiado de Teatro CG
CARTA
PÚBLICA
Após mais de duas décadas de tentativas de
recolocar a ARTE & CULTURA como política pública para Campo Grande ser
saudável e humanizada, declaramos óbito para que:
-
O TEATRO DO PAÇO MUNICIPAL “OTÁVIO GUIZZO” cumpra a função para a qual ele foi
concebido: Local onde se apresentam as manifestações culturais da nossa
capital.
-
O orçamento de 1% e o Plano Municipal de Cultura seja implementado e que as
prestações de contas sejam públicas e transparentes.
-
O FMIC e Fomteatro sejam pagos sem atraso.
- O Art.19,
inc.I da Constituição sobre o Estado laico seja respeitado e o município não
use dinheiro público para promoção religiosa.
- Os espaços públicos sejam cuidados como
equipamento cultural e nossas praças se
tornem espaço de convívio com arte e cultura.
Tendo em vista que, todas estas tentativas foram em
vão. Como em vão temos endereçado ofícios, solicitações e outros tantos
documentos que devem estar juntos com outros tantos sem importância que hoje
abarrotam o espaço do Paço que virou D E P Ó S I T O de todos os entulhos que a
população inocentemente encaminha a esse órgão público.
Em vão temos comparecido a encontros e/ou reuniões,
nas quais pretendem tratar-nos como marionetes, vaquinhas de presépio,
figurantes, que estão aí e devem obedecer e só se manifestarem quando a
“claque” acenar que é hora de sorrir, de aplaudir, de posar para o próximo
artigo jornalístico, que contará as maravilhas que estão acontecendo no “Reino
de A-vilão”.
Esta é a prática dest@s senhor@s; a de considerar
os cidadãos em geral e os artistas em especial, como seres acéfalos, divertidos
e coniventes: isto, senhores, não se presta a nós.
Apesar de tudo, esperamos por mais de duas décadas
com a ingênua esperança de ver que pelo menos um(a) dest@s senhor@s atuassem com
seriedade; se pelo menos um deles, tivesse se conduzido com a seriedade e o
compromisso que o cargo, a função que exercem, requer, pois TODOS! Prefeito,
secretário, assessores, e/ou presidentes são funcionários escolhidos por nós; o
povo e, como tal, devem prestar contas, respostas e resultados a nós que somos
seus chefes /patrões.
Mas neste feudo, a história vem sendo construída às
avessas, est@s senhor@s se portam com arrogância, prepotência, CINISMO! Donos
vitalícios do Poder? N Ã O!!
Fim do Prólogo! Primeira
e única cena.
E é com profundo pesar que comunicamos também, que
todas as panacéias e placebos (declarações irresponsáveis, mentirosas,
desrespeitosas violentas e até debochadas) aplicados até hoje, perderam seu
prazo de validade.
Agora só nos cumpre dizer aos cidadãos desta nossa
bela e querida cidade Morena, que a CULTURA está na UTI! Se não tomarmos providências
urgentes, ele entrará em Coma, sim!
Cabe a você cidadão, a nós artistas unir-nos:
Ø
Para que o TEATRO DO PAÇO “OTÁVIO GUIZZO” DEIXE DE
SER O LIXÃO DA PREFEITURA, o arquivo morto.
Ø
Para que a ARTE e a CULTURA NÃO MORRAM.
Ø
Para que o POVO tenha a ARTE & CULTURA como
DIREITO
A G O R A M E S MO!!
Trabalhadores da Cultura de
Campo Grande
Colegiado Setorial de Teatro
18/09/2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Ato Poético
Em frente ao Paço Municipal, artistas de teatro reivindicam melhores condições de trabalho, valorização da cultura, cumprimento de lei, políticas públicas culturais!
RESISTÊNCIA!
11/09/2014
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Carta Aberta Colegiado Setorial de Teatro
Campo Grande/MS, 10 de abril de 2014.
Prezados/as,
Nós do colegiado Setorial de Teatro de Campo Grande somos trabalhadores/as profissionais do Teatro e temos na relação entre o nosso trabalho e o público a força motriz que impulsiona nossa criação. Somos pessoas comuns, igual a qualquer cidadão e cidadã que ama seu ofício e atua com honra, respeito e ética.
À margem das universidades, dos editais públicos e premiações, a história do nosso teatro vem sendo contada por nos, toda vez que pisamos o espaço sagrado do palco, qualquer espaço, vemos nesse instante que nosso empenho, nosso sonho finalmente ganha corpo, se concretiza nesse instante em que público e artistas comungam desse ritual efêmero, mas provocador e instigante que é o espetáculo.
Chegamos com nosso teatro aos lugares onde consideramos que este seria de fato necessário: nos assentamentos, acampamentos, periferias, canaviais, praças, travessas, ruelas, parques e outros tantos lugares como forma de combater a alienação e exclusão cultural, valorizando a nossa identidade, criando um teatro multifacetário e popular, onde arte e política se fundem, voltado sim, para a grande maioria da população. Servimo-nos de qualquer espaço disponível para transformá-lo em palco deste teatro que pretendemos se torne o garimpeiro da historia de tantos e tantos sul-mato-grossenses, que seja mais uma ferramenta auxiliando o repensar da nossa aldeia, da humanidade e, motivando uma constante releitura da vida cotidiana.
Neste momento histórico em que vivemos, onde a maioria da população brasileira, por suas carências econômicas e culturais, não tem acesso as salas de espetáculos, o Colegiado Setorial de Teatro tem um papel fundamental na democratização da arte em nossa cidade, estado e nos países que nos fazem fronteira. É papel do Estado estimular e fomentar essa democratização que é o anseio da população.
Todas as vezes que o teatro se apresenta nos lugares mais inusitados seja num prostíbulo, numa praça, numa sala teatral ou à beira da estrada para acampados, surge o público que, ao se perceber pela primeira vez assistindo teatro e gostando do que vê, o torna necessário em sua vida.
Hoje, quando são cada vez mais raros os verdadeiros encontros entre seres humanos, em que a criação de não-lugares onde não se estabelece contato, historicidade ou referência é a tônica de nossa arquitetura, organização e conseqüente relação, ou ainda, da incapacidade de estabelecê-la, se faz urgente e necessário a criação e manutenção de LUGARES, como é o caso dos vários coletivos, que lutam obstinadamente para continuarem existindo, pois o espaço físico é necessário, é imprescindível. É ali que está o material e o ambiente que tornam possível o repensar cotidianamente nossa prática, nossos erros e o aprender com eles, pois o teatro deve ser encarando como algo maior e mais importante que um simples entretenimento. A nós artistas cabe garantirmos que a arte teatral mantenha sua relevância histórica. Em oposição à lógica capitalista, onde a propriedade é privada, espaços como os existentes, são abertos, disponíveis para a população possibilitando o encontro, a descoberta e a comunhão entre pessoas, para que assim aconteça a retomada do homem na sua essência.
Repudiamos a ação dos 23 vereadores que não respeitaram a soberania da população cassando um prefeito eleito democraticamente. A democracia exige no mínimo uma consulta popular, uma nova eleição para que o povo decida o destino de sua cidade. Estamos à defesa da da soberania da população e da democracia com um direito humano.
É preciso incentivar e difundir o teatro de grupo e seus centros de criação e compartilhamento: é necessário que existam políticas públicas que garantam o desenvolvimento e a ampliação destas manifestações. Afirmar o teatro como arte singular e fundamental para o aprimoramento da condição de vida da maior parte da população, é contribuir para a emancipação do homem.
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